quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O Profeta Gentileza

"A gentileza sempre nos soou como um sentimento leve, despojado e generoso. Assim também era José Datrino, o homem que renunciou à materialidade para se tornar o professor do amor, da compaixão e da beleza de espírito. Era ele o Profeta Gentileza.
José Datrino se tornou o Profeta Gentileza após a tragédia do Gran Circus Americano, em Niterói (RJ), em dezembro de 1961. Ele ofereceu consolo e solidariedade aos parentes das vítimas e, após isso, começou a andar pelo País espalhando sua pregação de desprendimento ao mundo material e valorização do sentimento gentil.
Entretanto, foi o Rio de Janeiro que recebeu as maiores contribuições de Gentileza. O homem de túnica branca, cabelos e barba longas, tão alvas quanto a pureza de sua alma, era visto freqüentemente na estação das Barcas, na Central do Brasil e na Rodoviária, locais de altíssima concentração de pessoas.
E foi no portão de entrada da cidade que Gentileza deixou o seu legado. Em 56 pilastras que sustentam o Elevado do Gasômetro, o Profeta eternizou sua mensagem de amor, respeito e crítica social.
Gentileza faleceria em 1996 em Mirandópolis (SP), sua cidade natal. Porém, a palavra e obra do Profeta ficam para sempre. É isto que a campanha Gentileza Gera Gentileza quer preservar. E, para isso, contamos com você!"

http://www.gentileza.net/
"Gentileza"



Composição: Gonzaguinha
Feito louco
Pelas ruas
Com sua fé
Gentileza
O profeta
E as palavras
Calmamente
Semeando
O amor
À vida
Aos humanos
Bichos
Plantas
Terra
Terra nossa mãe.
Nem tudo acontecido
De modo que se possa dizer
Nada presta
Nada presta
Nem todos derrotados
De modo que não de prá se fazer
Uma festa
Uma festa.
Encontrar
Perceber
Se olhar
Se entender
Se chegar
Se abraçar
E beijar
E amar
Sem medo
Insegurança
Medo do futuro
Sem medo
Solidão
Medo da mudança
Sem medo da vida
Sem medo medo
Das gentileza
Do coração.
Feito louco pelas ruas...

Vídeo da Música "Gentileza" - Marisa Monte:
http://www.youtube.com/watch?v=VKnVAZHehV0

Gentileza
Marisa Monte

Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro
Ficou coberta de tinta

Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro
Tristeza e tinta fresca

Nós que passamos apressados
Pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras
E as palavras de Gentileza

Por isso eu pergunto
A você no mundo
Se é mais inteligente
O livro ou a sabedoria

O mundo é uma escola
A vida é o circo
Amor, palavra que liberta
Já dizia o Profeta. "

Para ler mais:

sábado, 12 de setembro de 2009

Era de Aquário





Registro aqui, para eu não deixar de lembrar, que o alinhamento astrológico descrito nesta música, composta há 40 anos, aconteceu em 14 de fevereiro de 2009.



Age Of Aquarius

When the moon is in the Seventh House
Quando a Lua estiver na sétima casa
And Jupiter aligns with Mars
E Júpiter alinhar-se com o Marte
Then peace will guide the planets
Então a paz guiará os planetas
And love will steer the stars
E o amor dirigirá as estrelas

This is the dawning of the age of Aquarius
Este é alvorecer da Era de Aquário
The age of Aquarius
A Era de Aquário
Aquarius! Aquarius!
Aquário! Aquário!

Harmony and understanding
Harmonia e compreensão
Sympathy and trust abounding
Empatia e confiança em abundância
No more falsehoods or derisions
Sem mais falsidade ou menosprezo
Golden living dreams of visions Visões de sonhos dourados
Mystic crystal revelation
Revelação do místico cristal
And the mind's true liberation
E a liberação da verdade da mente
Aquarius! Aquarius!
Aquário! Aquário!

When the moon is in the Seventh House
Quando a lua estiver na sétima casa
And Jupiter aligns with Mars
E Júpiter alinhar-se com o Marte
Then peace will guide the planets
Então a paz guiará os planetas
And love will steer the stars
E o amor dirigirá as estrelas

This is the dawning of the age of Aquarius
Este é alovorecer da Era de Aquarius
The age of Aquarius
A era de Aquário
Aquarius! Aquarius!
Aquário... Aquário!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Quíron no mapa astral: a ferida da alma

Mencionei o mito de Quíron no post anterior e pensando em astrologia, encontrei um site bem interessante. Na astrologia moderna, a localização de Quíron em um mapa define - numa visão simplificada - onde está a ferida da alma.
Para começar e fazer o mapa: no site http://www.astro.com/, em "horóscopos gratuitos" há uma infidade de informações. É possível fazer mapa astral, sinastria, ver previsões de longa duração, etc. O site tem a assinatura de Liz Greene, a quem tenho em consideração como a melhor astróloga do mundo.
Gosto muito do livro da Linda Goodmann "Seu futuro astrológico". Pode ser que este livro tenha pouco valor no universo da astrologia, mas o fato de que foi o meu primeiro contato mais a fundo com astrologia, me faz sorrir ao lembrar o quanto é divertido, fácil e tão elucidativo. Em 1993 a Eliane, uma amiga muito querida da faculdade, me emprestou este livro. Demorei a ter interesse em ler, mas quando aconteceu foi um rito de passagem: ali vi o prelúdio do que a astrologia poderia ajudar a alcançar. Tempos depois comprei o livro e o conservo para vez ou outra voltar a ler e, eventuamente, apresentar aos alegres interessados em astrologia. Digo os "alegres interessados" porque há uma classe de criaturas verdadeiramente curiosas, no que se refere à astrologia: são opostos aos alegres interessados, pois falam "eu não acredito" e elencam diversos argumentos para contestar a veracidade da descrição astrológica - ou a validade científica - mas pedem que seja feito seu mapa ou uma tentativa de descrever seu signo. Não entendo o propósito. "As pessoas grandes são mesmo extraordinárias", disse o Pequeno Príncipe.
Astrologia para mim é prática: noto o quanto serve para desvendar, revelar, contribuir para conhecer. Perguntaram-se certa vez se este julgamento em doze padrões de pessoas não seria limitante e preconceituoso. Avaliei que partir da ideia de que o outro é particularmente igual a mim, mesmo raciocínio, mesmo gosto, mesmas impressões, pode ocasionar alguns transtornos. A astrologia me ajudou a compreender que para começar há doze modos diferentes de sentir, de querer, de apreciar, de escolher, de reagir. Depois de entender o quão diferentes são estes doze tipos, acolhi as diferenças e abri espaço para entender tantas outras diferenças, voltando-me para o exame do ascendente, da localização de cada planeta e do instrumental todo que um mapa oferece.
Certamente mapas idênticos não refletem pessoas idênticas. O mapa não é uma pessoa, é só um mapa, assim como um mapa de cartografia não é o lugar que descreve. Há que se considerar as variáveis presentes em um mapa, multiplicadas pelas mais diversas interpretações. Imensa é a minha vontade de compreender, de enxergar o caminho, as rotas, as dificuldades, os obstáculos transponíveis e intransponíveis e, por fim, finalmente chegar ao lugar procurado.
Tem mais: a cada ano temos um mapa diferente, que vem a ser a Revolução Solar. Novos desafios e novos instrumentos ao alcance das mãos, a cada aniversário.
Voltando a Quíron: no site "astro" é possível fazer o mapa astral, ler a descrição de aspectos e é possível ver o desenho do mapa astral propriamente dito, onde dá para a localização Quíron. Este é o glifo de quíron:
No mesmo site http://www.astro.com/ há esta explicação:

"O glifo em forma de chave representado acima tem sido amplamente aceite e faz parte da base para a sua interpretação – Quíron é visto como uma chave para os planetas exteriores, bem como para aquelas esferas da vida representadas pelo seu papel dentro da mitologia clássica.
De acordo com o mito, Cronos (Saturno) apaixona-se loucamente pela ninfa Philyra. A sua esposa, Rhea, apanha-o em flagrante, e nisso ele transforma-se num cavalo e foge. O centauro Quíron foi o fruto desta união, uma criatura meio homem e meio cavalo. Philyra, repugnada ao ver aquela criança, pede a Zeus que a torne numa tília. Anos mais tarde, Quíron vive numa gruta no Monte Pelion, ensinando aos jovens heróis as artes marciais, a arte da caça e a música. Aquiles e Asclépios foram os mais famosos dos seus estudantes. O fim da sua história é repleto de simbolismo: Quíron é ferido acidentalmente por uma flecha envenenada pertencente ao seu amigo, Hércules. Sendo imortal, Quíron sobrevive com a sua terrível e incurável ferida. Quando Prometeus é para ser castigado, Quíron oferece-se para morrer em seu lugar. Este sacrifício da sua própria imortalidade liberta-o do seu tormento.
Quíron é uma criatura tanto animal como humana, combinando as partes obscuras, naturais e instintivas com as racionais. Astrologicamente, ele representa sabedoria, paciência e domínio sobre a obscuridade interior. Devido à sua própria ferida incurável, ele possui um profundo conhecimento sobre o sofrimento, em todas as suas formas. É esse poço de sabedoria que lhe permite aliviar a dor alheia. Devido ao facto de Quíron não se encontrar realmente no mesmo nível dos planetas "clássicos", os aspectos em relação a este planeta não aparecem nos nossos mapas astrais. "
Pois feito seu mapa no site astro (horóscopos gratuitos - desenho do mapa ascendente) encontre Quíron: estará em certo signo e em certa casa do zodíaco, então examine tanto a casa quanto o signo neste site:
Não há dúvida que há diversas interpretações disponíveis na internet. No site indicado acima há uma análise interessante e belas fotos do Centauro, com ressalvas quanto à redação prejudicada. Fiz esta trilha para quem quiser fazer o mapa e compreender mais sobre si e, olhando para Quíron, saber mais sobre as feridas da sua alma. Se decidir entrar, faça boa viagem!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Equilíbrio dos chakras


Este blog nasceu quando terminei de redigir uma sugestão para a meditação de enraizamento, que veio a ser o segundo post, onde relatei que estava com os chakras desalinhados. Eu não sabia que era este o problema, estava me sentindo enfraquecida, com aquela sensação chata de que uma gripe está se aproximando e vai derrubar. Só que a gripe não veio e eu permaneci com o desconforto, um descontentamento gratuito, estranho mesmo. Naquela ocasião os meus chakras foram examinados (com o "dual rod", instrumento de radiestesia) por três pessoas (eu estava na fase de testes do "dual rod") e foi constatado o desequilíbrio dos sete chakras.

Não bastasse a sensação esquisita de desconforto, fiquei chateada porque era o momento culminante de muitas pesquisas sobre energia, tinha descoberto tanta coisa bacana e, justamente naquele passo da caminhada, encontrava-me completamente desequilibrada energicamente. Lançando um olhar mais profundo e poético - por que não? - eu me feri na busca da cura. Talvez muito melodramático isto, mas é desconcertante a gente notar que se empenhou para melhorar e se sente inegavelmente pior. Faz lembrar o interessante mito de Quíron, o centauro com poderes de cura, que não consegue curar a própria ferida.

É fácil notar que frequentemente sabemos o chá bacana, a sopinha legal para indicar à amiga ou ao irmão debilitados, mas perdemos nossa habilidade e discenimento quando nós somos o paciente ou, no mais das vezes, o impaciente. O corpo pedindo trégua, pedindo um tanto de cuidado e repouso, e a gente vai com toda a fé enfrentar maratonas sob sol escaldante ou chuva torrencial, num arroubo de heroísmo tolo, que pode custar caro - creiam-me.

Como advertem no avião, para os casos de despressurização: primeiro coloque a máscara de oxigênio em você, depois nas crianças, ou seja, sem que você esteja respirando apropriadamente, a vontade de ajudar pode valer nada.

Naqueles dias eu tinha comprado umas pedras de cristal, as quais intuitivamente pretendia usar em auxílio ao Reiki, mas não tinha me ocorrido usar em mim. Naquela noite coloquei um gráfico de radiestesia sob meu colchão e no dia seguinte, sem exigir que as pedrinhas fizessem milagres, resolvi tratar-me com elas, colocando cada qual no ckakra correspondente. Foram quinze minutos e tive que sair. Senti-me um tanto melhor, mas cética como que o quê, pensei que era só uma impressão. No retorno para casa meus chakras foram novamente avaliados e estavam alinhados, bem bonitinhos.

Fiquei algo além de surpresa. Estava me sentindo muito melhor e não era por acaso. Pedrinhas poderosas aquelas.

Dias depois, aconteceu outra vez: alguns dos chakras desalinhados e, nesta segunda vez, foi a meditação de enraizamento guiada pela Aditi que fez a coisa voltar a funcionar normalmente.

Nesta semana a Ana Paula - amiga Reikiana - relatou ter experimentado este desconforto, o que descreveu de modo parecido com o que eu senti. Falou que fez a avaliação dos chakras e constatou o desequilíbrio.

Muitas coisas podem nos desequilibrar energicamente, seja o ócio ou o esforço excessivos, pensamentos, preocupações, má alimentação e até mesmo uma conversa com alguém, a energia de um ambiente, ou o contato com uma emoção forte.

Em conclusão, compartilho que muitas vezes a gente tem esta impressão de que algo está errado, e pode ser isto: o desequilíbrio de um ou vários dos chakras. Defendo a tese de que o que é natural é a saúde, a exceção é a doença, e mais, há uma mensagem em cada doença, ou debilidade física. Se pudermos tomar consciência do que o corpo está sinalizando, não é necessário que a doença se instale.

De outro lado, há diversos modos de devolver o equilíbrio aos chakras, para citar alguns: uma caminhada em um lugar arborizado, uma meditação em que se toma consciência de cada um dos chakras, insensos e mantras, orações, cantar - talvez até gritar um tanto, para soltar algo preso no chakra da garganta - rir muito, um dia de comida vegetariana rica em grãos, cromoterapia, um banho de cachoeira ou de mar. Há ainda posições de Yoga para esta finalidade, e claro, Reiki e cristais.

O melhor é testar para saber qual método pode fazer bem e é sempre bom fazer um esforço para compreender o que lhe afetou, ou a melhora alcançada pode ser provisória, pois se a condição que prejudicou for mantida, a recindiva é natural.

Cuide-se muito bem, você e eu merecemos sim.

sábado, 29 de agosto de 2009

Ainda sobre meio ambiente, no aniversário de Michael




A música do vídeo é "Earth song", de um single de 1996, nunca lançado nos EUA. Fez sucesso na Europa, mas só hoje vi este clip e como é aniversário de Michael Jackson, aqui compartilho. Vejo que tanto a vida como a morte dele foram bizarras: homicídio culposo por oversode de analgésico. Nunca comprei um disco dele, e muito provavelmente nunca vou comprar, mas certamente com 13, 14 anos, achava fabuloso vê-lo nos clips. Fora o imponderável - o complexo de "puer aeternus" e as distorções de estética - conservava certa empatia por ele.
Um trecho da letra de "Um samba de provocação" de Gilberto Gil:

"Eu cá me ponho a meditar
Pela mania da compreensão
Ainda hoje andei tentando decifrar
Algo que li que estava escrito numa pichação
Que agora eu resolvi cantar
Neste samba em forma de refrão:

'Bob Marley morreu
Porque além de negro era judeu
Michael Jackson ainda resiste
Porque além de branco ficou triste'"

Não resistiu mais. Que cante em paz.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Alfabetização

"Eis por que, em uma cultura letrada, aprende ler e escrever, mas a intenção última com que o faz vai além da alfabetização. Atravessa e anima toda a empresa educativa, que não é senão aprendizagem permanente desse esforço de totalização – jamais acabada – através do qual o homem tenta abraçar-se inteiramente na plenitude de sua forma. É a própria dialética em que se existência o homem. Mas, para isto, para assumir responsavelmente sua missão de homem, há de aprender a dizer a sua palavra, pois com ela, constitui a si mesmo e a comunhão humana em que se constitui; instaura o mundo em que se humaniza, humanizando-o" (FIORI, E. M. Prefácio. In: FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 1987, p.13).

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Falando nisto: Francisco Beltrão

Os temas que tomaram as conversas na semana - e no final de semana - foram: religiões e meio ambiente. Por conta disto, das questões do meio ambiente, sustentabilidade, orgânicos e tal, lembrei-me de uma iniciativa muito bacana da minha cidade natal, Francisco Beltrão. Nasci lá e saí aos 10 meses. Voltei a morar lá por um ano e meio, quando tinha 8 anos de idade. Vi a matéria na tv há poucos meses e achei muito legal:


"BELTRÃO
29 de julho de 2008
Projeto Plantando Vida recolhe 300 mil sementes
Idealizado pelo Rotary 3º Milênio, o projeto mobilizou as sete escolas do interior e ainda adquiriu uma câmara fria para o viveiro, através do Rotary Internacional.
Cristiane Sabadin

Educação e meio ambiente. Duas vertentes essenciais para a preservação da natureza uniram-se no projeto Plantando Vida, do Rotary 3º Milênio, em Francisco Beltrão. O projeto envolveu 1.624 alunos das sete escolas do interior que foram à caça de sementes nativas em suas propriedades. Essa coleta de sementes rendeu bons resultados tanto para a flora beltronense, quanto para as escolas e seus alunos. Com a parceria das secretarias de Educação e Meio Ambiente e do Rotary Internacional foi possível a realização de um concurso que premiou as escolas e os estudantes que obtiveram mais sementes nativas. Joanes Vinaga, da secretaria do Meio Ambiente; José Wilson Carvalho, do IAP (Instituto Ambiental do Paraná); Gilberto Martins, da Unioeste; Néri Munaro, do Instituto Meristema; e José Jorge Rocha, da Sanepar, formaram a comissão julgadora, que premiou escolas e alunos com melhor desempenho.
Escolas e premiaçõesA tarefa dos alunos era reunir o maior número de sementes nativas encontradas nas propriedades dos pais. A escola campeã Epitácio Pessoa, da Seção Jacaré, com 174 alunos, ganhou um projetor Data Show. A escola Deni Lineu Schwartz, da Ponte Nova do Cotegipe, ficou em segundo lugar e foi premiada com uma máquina fotográfica. Ela tem 181 alunos. Em terceiro lugar ficou a escola Professor Parigot de Souza, com 283 alunos, que recebeu como prêmio um aparelho de DVD.As demais escolas participantes, Juscelino Kubitschek, Rio Tuna, com 139 alunos; Irmão Cirilo, no Assentamento Missões, com 333 alunos; N.S.de Fátima, localizada no Distrito de Nova Concórdia, com 144 alunos; e a Basílio Tiecher, na comunidade de São Pio 10, Km 20, com 370 alunos, receberam certificados de participação. Além das premiações às escolas, os alunos destaques do projeto, escolhidos pelas próprias instituições, ganharam bicicletas — foram sete no total.
Resultados do projetoOs alunos conseguiram recolher cerca de 300 mil sementes de 41 espécies diferentes de árvores nativas da flora do município. Eram sementes leves e pesadas, de cedro, pau-marfim, canela, angico, pinhão, entre outras. Segundo Joanes Vinaga, técnico da secretaria do Meio Ambiente, a parceria com o Rotary possibilitou o início de um grande projeto de educação ambiental. “O lado bom disso tudo é que, além de conseguir as sementes, o projeto faz com que crianças e adolescentes participem do processo. Sendo assim, a consciência ambiental fica fortalecida”, salientou Vinaga.
Câmara Fria para o viveiro municipalO concurso que premiou os alunos e suas escolas aconteceu dia 21 de junho, na sede da Furbe, em Francisco Beltrão. Na mesma ocasião, através de recursos do Rotary Internacional — o projeto Plantando Vida tem participação financeira do Rotary Internacional, distrito 5110 (Rotary Club of Greater Albany); distrito 4640 (Rotary Club de Francisco Beltrão 3º Milênio); e Prefeitura Municipal — foi entregue ao viveiro municipal uma câmara fria que preserva as sementes recolhidas.A câmara mantém as sementes saudáveis até a época correta para que essas possam produzir mudas, e, então, posteriormente, serem distribuídas para o plantio nas margens dos rios que banham Francisco Beltrão.
Projeto contínuoDe acordo com Edson Flessak, do Rotary 3º Milênio, o real objetivo é plantar vida, como o próprio nome do projeto diz. Por isso, o objetivo é que as crianças das escolas do interior continuem armazenando e separando as sementes, para que, pelo menos, duas vezes por ano seja realizado o concurso. “Aumentar o número de sementes disponíveis no viveiro municipal é importante para que possamos manter as árvores nativas da cidade”, comentou Edson.O projeto também rendeu muitas mudas de conhecimento para os alunos. Isso porque, as sete bibliotecas das escolas do interior receberam coleções literárias sobre a flora brasileira. Dessa maneira, as crianças conhecem as mudas da região, que são as nativas, podendo, assim, identificar aquelas que não são daqui, consideradas exóticas. “Este projeto envolveu muitas pessoas, e a repercussão foi positiva especialmente entre os parceiros. A seriedade do projeto será levada adiante”, ressaltou Edson.A equipe que coordenou o projeto junto com Edson Carlos Flessak foi: Maria de Lourdes Villar Arruda, Rita Ivone Camana e Adriana Salvadori."
http://www.jornaldebeltrao.com.br/conteudo/noticia.asp?id=34845
A matéria apresentada no jornal estadual, em 16/05/09, pode ser vista neste link:

A matéria foi publicada também no site Ambiente Brasil, em 18/05/09: