domingo, 23 de agosto de 2009

Trecho de "Powaqqatsi" (vide tópico anterior)

MÚSICA E IMAGEM NA TRILOGIA QATSI



Godfrey Reggio e Philip Glass se uniram para a criação da trilogia Qatsi. Com produção de Francis Ford Coppola e Geofrey Reggio, direção deste e trilha sonora de Philip Glass, os três documentários são somente de imagem e música.
Os filmes que formam a trilogia são "Koyaanisqatsi" (vida fora do equilíbrio), "Powaqqatsi" (vida em transformação) e "Naqoyqatsi" (vida em guerra), lançados em 1982, 1998 e 2002, respectivamente. A palavra "qatsi" - do idioma indígena Hopi - pode ser traduzida como vida louca, tumultuada, em desintegração, em desequilíbrio.
Vi os dois primeiros e, pelo que sei, o terceiro ainda não chegou ao Brasil. O trecho que coloquei foi um dos que mais me impressionou, foi filmado nas minas de Serra Pelada: o movimento espontâneo dos garimpeiros.
Ao final de cada filme é feita a referência a um profecia Hopi. Independente das profecias, pelo poder das imagens e da música e, ainda, pelo o natural convite à reflexão, valem muito a pena.

sábado, 22 de agosto de 2009

RECOMENDO: JOSEPH CAMPBELL - O PODER DO MITO

Assisti ao documentário "O poder do mito" há 3 anos e gostei muito. Em resumo, Campbell examina diversos mitos, de diferentes culturas e épocas, apontando o padrão comum que identifica como sendo a jornada do herói. Foram gravadas seis horas em entrevistas concedidas a Bill Moyers, ao longo de anos, material este que veio a ser transformado no dito documentário. O tom de Joseph Campbell é amistoso e tranquilo, com impressionante riqueza de referências de literatura, arte, antropologia e história.
Há diversos livros publicados por ele, mas creio que o que mais se destaca é "O herói de mil faces", publicado em 1949.
Fiquei triste ao saber, logo depois de ter visto o documentário, que ele havia falecido em 1987.
Aqui está um link para uma biografia de Joseph Campbell:
http://www.monomito.net/?cat=5

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A METÁFORA RELIGIOSA - JOSEPH CAMPBELL

"Deixe-me começar, explicando a historia de meu impulso para colocar a metáfora no centro de nossa exploração da espiritualidade ocidental.
Quando o primeiro volume do meu Historical Atlas of World Mythology: The Way of Animal Powers foi publicado, os editores me enviaram numa turnê publicitária. É o pior tipo de turnê possível porque você tem de se encontrar, sem a menor vontade, com locutores de rádio e repórteres, eles próprios indispostos a ler o livro sobre o qual devem conversar com o entrevistado, para gerar visibilidade.
A primeira pergunta que me faziam era sempre:
“O que é um mito?”
É um bom começo para uma conversa inteligente.
Em uma cidade, porém, entrei numa estação de rádio para um programa de meia hora, ao vivo, em que o entrevistador era um jovem com ar de astuto e que imediatamente me alertou:
“Sou difícil, já vou lhe avisando. Sou um cético.”
A luz vermelha acendeu e ele começou, argumentativo:
“A palavra ‘mito’ significa ‘uma mentira’. Mito é uma mentira”.
Repliquei com a minha definição de mito.
“Não, mito não é uma mentira.
Uma mitologia completa é uma organização de imagens e narrativas simbólicas, metafóricas das possibilidades de experiência humana e da realização de determinada cultura em certo momento”.
“É uma mentira”, ele retrucou.
“É uma metáfora”.
“É uma mentira”.
Isso continuou por uns vinte minutos.
Quatro ou cinco minutos antes do fim do programa, percebi que o entrevistador não sabia o que era uma metáfora. Resolvi tratá-lo da mesma maneira como estava sendo tratado.
“Não”, eu disse.
“Eu lhe digo que algo é meta­fórico. Dê-me um exemplo de metáfora.”
Ele respondeu.
“Dê-me você um exemplo”.
Eu resisti.
“Não, agora eu estou fazendo a pergunta”.
Eu não tinha lecionado por trinta anos à toa.
“E eu quero que você me dê um exemplo de metáfora”.
O entrevistador ficou totalmente pasmo e chegou a dizer:
“Vamos chamar um professor.”
Finalmente, depois de um minuto e meio, ele se recompôs e disse:
“Vou tentar. Meu amigo John corre muito. Dizem que ele corre como um cervo. Isso é uma metáfora”.
Enquanto se passavam os últimos segundos da entrevista, eu repliquei.
“Isso não é metáfora. A metáfora seria: John é um cervo.”
Ele revidou: “Isso é uma mentira”.
“Não”, eu disse. “É uma metáfora”.
E o programa terminou.
O que esse incidente sugere sobre a nossa compreensão de metáfora?
Ele me fez refletir que metade da população mundial acha que as metáforas de suas tradições religiosas, por exemplo, são fatos.
E a outra metade afirma que não são fatos, de forma alguma.
O resultado é que temos indivíduos que se consideram fieis porque aceitam as metáforas como fatos, e outros se julgam ateus porque acham que as metáforas religiosas são mentiras."

ZEITGEIST, O FILME

Este filme foi feito para a internet. Algumas coisas podem ser aproveitadas, mas é fácil notar que algumas informações, dadas como históricas, senão completamente inverídicas, são de impossível comprovação. Quem aprecia a investigação dos dados históricos e as teorias conspiratórias, tem vasto campo de diversão com este filme.
Li em alguns sites por aí uma agressiva campanha de contestação ao filme - ponto por ponto. A quem interessar possa:

"Zeitgeist, o Filme Estados Unidos 2007 ı cor ı 116 min Direção Peter Joseph

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Idioma inglês
Zeitgeist, o Filme (Zeitgeist, the Movie, no original) é um filme de 2007 produzido por Peter Joseph, aborda temas como Cristianismo, ataques de 11 de setembro e o Banco Central dos Estados Unidos da América (Federal Reserve).[1] Ele foi lançado online livremente via Google Video em Junho de 2007.[2] Uma versão remasterizada foi apresentada como um premiere global em 10 de novembro de 2007 no 4th Annual Artivist Film Festival & Artivist Awards.[3]

Em 2 de Outubro de 2008 foi lançado um segundo filme, continuação do primeiro, chamado Zeitgeist:Addendum, onde se trata temas com a globalização, manipulação do homem pelas grandes corporações e instituições financeiras, e aborda a atual insustentabilidade material e moral da humanidade, apresentando o Projeto Vênus como solução para o problema. "

*Zeitgeist (? (audio); pronúncia: tzait.gaisst) é um termo alemão cuja tradução significa espírito de época, espírito do tempo ou sinal dos tempos. O Zeitgeist significa, em suma, o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo, numa certa época, ou as características genéricas de um determinado período de tempo.
O conceito de espírito de época remonta a Johann Gottfried Herder e outros românticos alemães, mas ficou melhor conhecido pela obra de Hegel, Filosofia da História. Em 1769, Herder escreveu uma crítica ao trabalho Genius seculi do filólogo Christian Adolph Klotz, introduzindo a palavra Zeitgeist como uma tradução de genius seculi (Latim: genius - "espírito guardião" e saeculi - "do século").[1] Os alemães românticos, tentados normalmente à redução filosófica do passado às essências, trataram de construir o "espírito de época" como um argumento histórico de sua defesa intelectual.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Samsara - Trailer

NÃO SE APRESSE EM ACREDITAR




"Não se apresse em acreditar em nada, mesmo se estiver escrito nas escrituras sagradas. Não se apresse em acreditar em nada só porque um professor famoso que disse. Não acredite em nada apenas porque a maioria concordou que é a verdade. Não acredite em mim. Você deveria testar qualquer coisa que as pessoas dizem através de sua própria experiência antes de aceitar ou rejeitar algo."

(Siddartha Gautama, o Buddha, Kalama Sutra 17:49)
*foto Fabio Yamauti: Templo Budista Zu Lai